5 modelos da Honda vendidos com logotipos de outras marcas

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O compartilhamento de tecnologia e o licenciamento de produtos são pilares estratégicos na indústria automotiva global. A Honda, reconhecida pela engenharia, frequentemente estabelece parcerias onde seus modelos recebem logotipos de fabricantes parceiras. Essa prática permite que outras montadoras preencham lacunas em seus portfólios sem o custo de desenvolvimento de uma nova plataforma.

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Triumph Acclaim (Honda Civic)

Triumph Acclaim prata de frente em um gramadoTriumph Acclaim prata de frente em um gramado
Triumph Acclaim [Divulgação]

Em 1981, a Triumph estabeleceu uma parceria com a Honda para o lançamento do Acclaim, modelo que marcou a transição do fabricante para o segmento de sedans compactos. O veículo utilizava a plataforma da segunda geração do Honda Civic, recebendo ajustes estéticos pontuais e componentes internos específicos para o mercado europeu.

A estratégia visava atualizar o catálogo da marca com um projeto de mecânica eficiente em um período de escassez de recursos para novos desenvolvimentos. O Acclaim tornou-se o último modelo comercializado com o emblema Triumph, servindo de base para a futura colaboração entre a British Leyland e o fabricante japonês.

Proton Perdana (Honda Accord)

Proton Perdana preto de frente em um fundo branco foi baseado no Honda Accord Proton Perdana preto de frente em um fundo branco foi baseado no Honda Accord
Proton Perdana [Divulgação]

Após o encerramento da produção da oitava geração do Honda Accord em 2013, o sedan japonês serviu de base para o Proton Perdana. Inicialmente, o modelo foi comercializado sob um contrato de exclusividade com o governo da Malásia durante um biênio, mantendo as linhas originais da Honda.

Em 2016, a Proton aplicou uma reestilização profunda para distanciar o veículo do projeto original. Além das variantes convencionais, o três volumes ganhou configurações de chassi alongado para uso como limusine oficial, prolongando a utilização da plataforma japonesa no mercado asiático.

Saturn Vue

Saturn Vue prata de frenteSaturn Vue prata de frente
Saturn Vue [Divulgação]

Embora utilize a plataforma Theta da General Motors, o Saturn Vue destaca-se por uma colaboração técnica específica no conjunto mecânico. Em 2004, a fabricante substituiu o motor 3.0 V6 de origem Chevrolet pelo propulsor 3.5 V6 da Honda.

A unidade de força, compartilhada com o Acura MDX naquele período, foi integrada ao SUV da Saturn por meio de um acordo de fornecimento entre a GM e a montadora japonesa. Essa configuração elevou o desempenho e a eficiência do modelo, marcando um dos raros episódios de intercâmbio de motores entre os dois conglomerados industriais.

Isuzu Gemini (Honda Domani)

Isuzu Gemini azul de frente em um estacionamentoIsuzu Gemini azul de frente em um estacionamento
Isuzu Gemini [Reprodução]

O Isuzu Gemini exemplifica a estratégia de licenciamento múltiplo ao longo de sua trajetória. Após utilizar a plataforma do Chevrolet Chevette em 1974, o modelo passou a integrar o portfólio da Honda em suas últimas gerações.

Em 1993, a quarta geração do Gemini estreou baseada no Honda Domani. Já a quinta e última iteração do veículo utilizou como base o Acura EL, versão de luxo do Civic comercializada na América do Norte. Essa movimentação permitiu à Isuzu manter presença no segmento de sedans sem realizar investimentos em desenvolvimento próprio, aproveitando a engenharia e o acabamento superior da divisão premium da Honda.

Rover 416i (Honda Prelude)

Rover 416i prata parado de frente foi baseado no Honda Prelude Rover 416i prata parado de frente foi baseado no Honda Prelude
Rover 416i [Divulgação]

No mercado australiano, a Rover comercializou a primeira geração do Honda Integra sob a denominação 416i. A integração do modelo japonês ao portfólio britânico respondeu à necessidade de preencher uma lacuna no segmento de compactos e elevar os índices de confiabilidade mecânica da gama.

A parceria permitiu à Rover oferecer um veículo com engenharia japonesa comprovada, mantendo o posicionamento da marca na Austrália sem os custos de um projeto próprio. O modelo preservou as características técnicas do Integra, servindo como uma alternativa de entrada para a fabricante na região durante aquele período.

Você lembra de outros casos de engenharia compartilhada da Honda? Escreva nos comentários.


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