Gerar conteúdo em IA gasta água? Entenda

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Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa futurista e passou a fazer parte do nosso dia a dia. Porém, junto com as vantagens, cresce também a preocupação com os impactos ambientais dessas tecnologias. Recentemente, o Google divulgou números inéditos sobre o impacto ambiental da IA Gemini, seu chatbot, trazendo à tona a discussão sobre o uso de recursos naturais e o custo para o planeta.

Como a IA consome água e energia

De acordo com o levantamento apresentado pelo Google, cada pergunta feita ao Gemini consome, em média, 0,24 watts-hora (Wh) de energia, o equivalente a assistir TV por apenas nove segundos. São gastos aproximadamente cinco gotas de água — ou 0,26 mililitros — para resfriar os equipamentos de seus data centers. Apesar de parecer pouco, em escala global o impacto é bem maior.

A empresa revelou que, apenas em março, o Gemini contou com cerca de 350 bilhões de usuários ativos. Se cada um deles fizesse apenas um comando por dia, seriam utilizados mais de 2,7 milhões de litros de água em um único mês. Esse volume seria suficiente para garantir o abastecimento diário de mais de 13 mil pessoas.

Impacto ambiental da IA vai além da água

O impacto ambiental da IA não se limita ao gasto de água. Segundo os cálculos, cada interação com o Gemini emite 0,03 gramas de dióxido de carbono (gCO2e). Pode parecer pouco, mas em larga escala, esse dado preocupa especialistas.

O Google afirmou que já conseguiu reduzir em 30% o consumo de energia e em 40% a emissão de carbono por comando durante o período analisado. Mesmo assim, o crescimento acelerado do setor de tecnologia exige atenção constante e transparência sobre os gastos de energia, água e emissão de poluentes.

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Gerar conteúdo em IA gasta água? Entenda – Crédito: Divulgação│Google

Pressão por mais transparência das empresas

O Google não é a única empresa a enfrentar cobranças sobre os custos ambientais da tecnologia. Meta, OpenAI e Anthropic também sofrem pressão de investidores e instituições para revelar dados de consumo. Segundo Sam Altman, CEO da OpenAI, cada pergunta feita ao ChatGPT, por exemplo, gasta cerca de 0,34 Wh de energia, número acima do reportado pelo Gemini.

Estudos internacionais reforçam a importância da discussão. Um levantamento do Washington Post em parceria com a Universidade da Califórnia mostrou que a produção de um simples e-mail de 100 palavras com IA consome energia suficiente para manter 14 lâmpadas de LED acesas durante uma hora. Já o Departamento de Energia dos Estados Unidos estima que, até 2028, os data centers serão responsáveis por quase 30% de toda a eletricidade consumida no país.

Qual é o próximo passo?

Mais de 100 instituições internacionais assinaram, em fevereiro, uma carta pedindo que as gigantes de tecnologia adotem planos concretos para reduzir o uso de recursos e a emissão de carbono. A expectativa é que as empresas avancem não apenas em eficiência tecnológica, mas também em responsabilidade socioambiental.

O Google, por exemplo, afirma que divulgar sua metodologia ajuda a criar padrões mais consistentes para todo o setor. Ainda assim, especialistas acreditam que é preciso transformar os dados em ações práticas para que o uso da inteligência artificial não se torne um peso ainda maior para o planeta.

Resumo: O Google revelou números inéditos sobre o impacto ambiental da IA Gemini, incluindo gasto de água, energia e emissão de carbono. Apesar de avanços na eficiência, especialistas alertam para a necessidade de mais transparência e ações concretas das gigantes de tecnologia para reduzir o custo ambiental do uso da inteligência artificial.

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Jéssica BatistaJéssica Batista


Jéssica Batista

Jéssica Batista é jornalista em formação pela Universidade Cidade de São Paulo. Apaixonada por séries, cinema e por contar boas histórias, em AnaMaria, escreve sobre comportamento, finanças pessoais e atualidades.

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