Da tulipa à inteligência artificial: Como identificar uma bolha no mercado financeiro?

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Dos bulbos de tulipa no século 17 aos data centers da inteligência artificial em 2025, as bolhas mudam de embalagem, mas repetem um padrão: muita narrativa e pouca análise de valor. A novidade é que, em vez de só olhar para a geração de valor, analistas começam a monitorar buscas na internet e até demissões de gestores para saber quando a festa está perto do fim.

A história se repete, passando pela bolha das ferrovias, 1929, as dotcom, subprime, criptos e memes stocks, a combinação de fatores é a mesma: história sedutora bem contada, dinheiro barato, sensação de que “ficar de fora é imperdoável” (FOMO). Hoje, a nova encarnação: uma ameaça de bolha de IA.

Vários gestores e empresas especializadas já descrevem o cenário como “preço de bolha clássico”, em que preços se descolam da geração de caixa esperada. A The Economist publicou um artigo tratando desta questão e provocando o leitor ao dizer que os economistas criaram dezenas de métricas sofisticadas para detectar bolhas, porém, nenhum desses métodos identifica com precisão o momento do colapso.

As bolhas estouram quando a narrativa vira e os melhores indicadores são comportamentais e institucionais. Assim, sugerem que sejam usados o Google Trends e demissões de gestores como sinais mais precisos desse ponto de virada do que qualquer métrica de valuation.

E o Brasil, onde entra nessa história? Trabalhos clássicos de criação de valor no Brasil, como os de Oscar Malvessi, mostraram que só pequena parte das empresas listadas em Bolsa batia consistentemente a renda fixa, ou seja, criava valor para o acionista em termos econômicos.

Numa tentativa de verificação para o mercado brasileiro, usando os dois faróis da The Economist, encontramos que o brasileiro está buscando informações sobre Imposto de Renda, Bolsa Família, dúvidas sobre benefícios sociais e sobre IA.

O noticiário fala do rali histórico do Ibovespa, mas a busca popular continua centrada em sobrevivência financeira e serviços de IA, não exatamente em “como surfar a bolha de IA”.

No lado das gestoras, a indústria de fundos viveu um período dramático onde houve uma seleção natural. Se seguíssemos cegamente o check-list da The Economist, talvez concluíssemos que o Brasil está no fim de uma bolha de fundos multimercados.

Mas a realidade não é bem essa. As bolhas não nascem de gráficos, mas de histórias que nos convencem a ignorar os gráficos. Se quisermos aprender com a história, talvez a lição seja simples: em vez de buscar a próxima narrativa da moda, vale mais a pena descobrir quais são, de fato, as empresas que geram valor — e ficar atento quando os buscadores, as redes sociais e as demissões na Faria Lima começarem a contar uma história diferente da dos balanços.

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