Em debate, a inteligência artificial generativa em sala de aula – Jornal da USP

Fotomontagem que mostra uma mão segurando um celular sobre um fundo em tons azuis reproduzindo circuitos eletrônicos

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Seminário que discute como lidar de forma crítica com a IA generativa em sala de aula e em processos de pesquisa e criação ocorre na ECA nos dias 26 e 27 de novembro

Fotomontagem que mostra uma mão segurando um celular sobre um fundo em tons azuis reproduzindo circuitos eletrônicos
A utilização das inteligências artificiais é uma realidade dentro das instituições de ensino – Fotomontagem: Airam Dato-on/Pexels e Geralt/Pixabay
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O seminário IA em Debate: Comunicação, Educação e Artes ocorrerá na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, durante os dias 26 e 27 de novembro, e tratará de como lidar de forma crítica com a inteligência artificial generativa em sala de aula e em processos de pesquisa e criação. O evento é promovido pelo Departamento de Comunicação e Artes da própria ECA e pelos professores Leonardo Foletto, Júlio Collabardini e Roseli Figaro.

Foletto comenta das consequências coletivas da adoção dessas tecnologias. “São inúmeras consequências que estão trazendo para o cotidiano das pessoas, e não somente na educação, mas no trabalho e nas relações sociais também. Na sala de aula, por exemplo, erros comuns de escrita não são mais encontrados e citações de autores que dificilmente foram lidos ocorrem constantemente. Estamos diante de uma transformação coletiva das capacidades fundamentais de elaborar pensamento próprio, lidar com erros, ter incerteza e de desenvolver argumentação, as pessoas estão terceirizando esses processos de errar e aprender com as próprias falhas.”

Educação e processo criativo

O seminário é dividido em quatro atividades, nas quais duas delas debatem os limites da tecnologia na educação e nos processos criativos. “A principal questão ética que tocamos não é se o aluno ‘trapaceou’ ou não ao utilizar a IA, mas quais informações estamos oferecendo para esse aluno. Então talvez o problema esteja no nosso modelo pedagógico, no qual alunos conseguem passar por um curso terceirizando o pensamento para uma máquina.”

A utilização das inteligências artificiais é uma realidade dentro das instituições de ensino e, ao invés de proibir o uso, Foletto sugere o uso com “transparência”. Os alunos devem mostrar ao professor como chegaram aos resultados através da IA, já que é uma ferramenta conversacional. Por ser uma tecnologia que permite diálogo entre a máquina e o ser humano, os resultados sobre um mesmo assunto podem ter resultados diferentes, dependendo das conexões.

“É necessário, primeiramente, buscar a transparência dos alunos, incentivá-los a falar se utilizam da inteligência artificial nos seus trabalhos, como usam e o processo de raciocínio que foi feito para chegar naquela resposta. Também é importante fazê-los entender que nem tudo pode ser feito a partir dessas ferramentas, visto que estamos falando de sistemas desenvolvidos por empresas do Norte Global, que privatizam as informações arquivadas. Então, exemplificando, a utilização de informações pessoais para a elaboração dessas atividades escolares, ou até de tarefas como terapia, não funcionam corretamente, já que extrapolam o uso da ferramenta de trabalho.”

Sobre a criatividade, o pesquisador ressalta que continua presente nos alunos, mas é necessário entender a linha de raciocínio dos estudantes para investigar se copiam dessas fontes. Por outro lado, existem “professores voltando a fazer prova escrita, às vezes, porque os trabalhos têm sido muito copiados, muito igual aos outros”.

Experiências e diversificação de ferramentas

Durante o seminário, os professores responsáveis demonstrarão como utilizam essas ferramentas no cotidiano. Uma dessas atividades consistirá em demonstrar o funcionamento das inteligências artificiais analíticas, que, ao contrário de gerar produtos, realizam uma análise que facilita os trabalhos acadêmicos. Outra atividade será com o professor Júlio Colabardini (CCA-ECA/USP), que comenta a respeito dos impactos da IA nos processos de criação musical. O músico “precisa ter conhecimento musical, mas alguns processos de medição de notas, de desocupação de um áudio, fica mais fácil fazer”.

Foletto finaliza comentando a diversificação do uso de IA: “Devemos diversificar esses sistemas e não ficar na mão de apenas uma ou duas empresas internacionais. Além disso, também é importante a utilização de softwares brasileiros e latino-americanos de outros países, assim retirando a dependência de conglomerados do Norte Global”.


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