A Gemini, a exchange de criptomoedas criada por Cameron e Tyler Winklevoss, está se preparando para sua estreia pública na Nasdaq sob o ticker GEMI. A empresa planeja levantar cerca de $317 milhões através de sua oferta pública inicial (IPO), o que colocaria sua avaliação próxima a $2,2 bilhões. O plano, detalhado em novos documentos, prevê a venda de aproximadamente 16,7 milhões de ações a um preço entre $17 e $19 cada. Os fundos arrecadados serão destinados a atualizações tecnológicas, novos produtos e redução de dívidas.
Desde seu lançamento em 2014, a Gemini se posicionou como uma operadora mais conservadora no setor de criptomoedas, focando em conformidade regulatória e atraindo tanto traders casuais quanto institucionais. Apesar de um aumento na receita para $142 milhões no ano passado, a empresa registrou um prejuízo líquido de $158 milhões em 2024, com perdas se ampliando em 2025. Para estabilizar o negócio, a Gemini planeja usar os recursos do IPO para novos produtos, melhorias tecnológicas e pagamento de dívidas.
Analistas veem o IPO da Gemini como um teste crucial para o apetite por ações vinculadas a criptomoedas, após anos de desafios regulatórios e volatilidade de mercado. A ênfase da Gemini na regulamentação e seus esforços para atrair clientes institucionais são vistos como vantagens em um setor sob crescente escrutínio de Washington. No entanto, a empresa enfrenta perdas significativas e forte concorrência, especialmente da Coinbase, que domina a atividade de negociação. Além disso, a Gemini tem enfrentado desafios regulatórios, incluindo uma disputa relacionada ao colapso do credor de criptomoedas Genesis e um acordo de $5 milhões com a Commodity Futures Trading Commission.



