IA pode ajudar no diagnóstico de AVC? Entenda possíveis usos

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O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. O diagnóstico rápido é fundamental para evitar sequelas graves, já que o tempo é determinante para o sucesso do tratamento. Nesse cenário, ferramentas de inteligência artificial (IA) têm ganhado espaço como aliadas no reconhecimento precoce da doença.

A tecnologia já é usada em hospitais brasileiros para auxiliar médicos a identificar sinais de AVC em exames de imagem, como tomografias e ressonâncias magnéticas. Algoritmos treinados com milhares de imagens conseguem detectar padrões que indicam a presença de um coágulo ou sangramento no cérebro, ajudando a agilizar a tomada de decisão clínica.

“Com esse aprendizado, o sistema consegue identificar automaticamente e rapidamente os sinais sutis do AVC, que em uma tomografia inicial aparecem apenas como diferentes tons de cinza, exigindo muito treinamento para um diagnóstico humano. A IA apresenta o resultado em mapas coloridos que indicam exatamente onde está o AVC isquêmico. Além disso, a tecnologia consegue diferenciar o tecido cerebral que já morreu daquele que está em sofrimento, mas ainda pode ser salvo se o tratamento for aplicado a tempo”, explica a Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC.

A IA não substitui o olhar médico, mas funciona como um suporte, aumentando a precisão e diminuindo o tempo de análise. Em muitos casos, o software envia alertas em tempo real para equipes de saúde quando identifica alterações suspeitas nos exames, acelerando o início do tratamento.

“A leitura da imagem é feita de forma automática e muito rápida, o que encurta o tempo para a tomada de decisão, especialmente em locais onde não há neurologistas experientes de plantão. Além disso, a IA estende o tempo de tratamento porque permite ao médico visualizar o que já foi perdido e o que ainda pode ser salvo no cérebro do paciente. Isso torna a decisão menos dependente do relógio e mais focada na condição individual de cada cérebro”, acrescenta Martins.

IA também ajuda na prevenção de AVCs

Outra frente de estudo é o uso da inteligência artificial para prever o risco de AVC em determinados pacientes, cruzando dados de histórico médico, exames laboratoriais e estilo de vida. Essa análise pode ajudar a identificar quem tem maior chance de sofrer o problema e orientar medidas preventivas.

“Existem aplicativos, como o ‘riscômetro de AVC’, que permitem ao paciente calcular seu risco de ter um AVC em 5 e 10 anos, identificar seus fatores de risco e acompanhar a redução desse risco à medida que adota hábitos mais saudáveis. Esses sistemas também podem enviar alertas para lembrar de tomar medicamentos ou fazer exercícios”, acrescenta a presidente da Rede Brasil AVC.

Apesar do avanço, médicos reforçam que a tecnologia ainda enfrenta desafios. Questões como custo, acesso desigual entre hospitais e a necessidade de validação contínua dos algoritmos impedem que a IA esteja amplamente disponível. Além disso, o diagnóstico definitivo e a escolha do tratamento continuam sendo responsabilidade de um especialista.

“A inteligência artificial funciona apenas como uma ferramenta de apoio e não substitui o médico. A decisão final é sempre médica. Isso ocorre porque, em algumas situações, como quando já se passaram muitas horas do AVC, a área de cérebro que já morreu pode não aparecer mais no cálculo da IA. Portanto, o médico precisa comparar a tomografia simples com o resultado do software para tomar a decisão correta. A decisão sobre o tratamento também deve levar em conta o contexto clínico geral do paciente para avaliar os riscos e benefícios”, diz Martins.

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