Lawrence Maximus – 12/09/2025 13h30

A diplomacia da mesa de bar de Lula continua embriagando; mas, não é só o Brasil que está um pouco bêbado – é a nossa imagem internacional que está completamente desorientada, tropeçando entre declarações inflamadas e respostas convincentes.
Se fosse uma bebida, diríamos que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro está servindo doses generosas de caipirinha azeda para o mundo, enquanto tenta fingir que é champanhe francês.
Nesta quinta-feira (11), o Itamaraty decidiu dar as caras em uma resposta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que havia criticado a notificação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).
Rubio publicou algo sobre uma “caça às bruxas” e ameaçou com possíveis retaliações. Em vez de responder com a moda e a ponderação esperada de uma diplomacia madura, o Brasil simplesmente declarou, levantando o dedo médio diplomático, e disse: “Não nos intimidaremos”. Ah, sim, porque nada diz “Estado forte e confiante” como um adolescente rebelde gritando no meio de uma discussão familiar.
Mas vamos ser sinceros: essa postura correta e autoproclamada de coragem soa mais como aquela pessoa que grita “eu não tenho medo!”, enquanto segura firmemente o braço do sofá, suando frio e olhando para os lados em busca de uma saída de emergência.
Será que estamos realmente enfrentando uma crise institucional global ou apenas tentando parecer relevantes em um momento em que nossa política interna parece mais um cruzamento malfeito entre House of Cards e Big Brother Brasil?
O problema não é apenas falta de sutileza na resposta do governo americano. É o fato de que o Brasil está, mais uma vez, transformando o palco da política internacional em um boteco de esquina, onde cada frase dita é acompanhada por uma rodada de cerveja barata e risadas restritas.
E, claro, tem sempre aquele amigo bêbado – neste caso, o presidente e o ministro das Relações Exteriores – que insiste em fazer piada com tudo, mesmo quando ninguém mais está achando graça.
A situação atual mistura três ingredientes altamente tóxicos: corrupção endêmica, polarização exacerbada e incerteza institucional.
Outro detalhe interessante é a insistência em tratar temas delicados – como a relação com os Estados Unidos – como se fossem debates no WhatsApp. Mas a resposta deveria ser proporcional e estratégica, não um show de bravatas digno de novela mexicana. Porque, no fim das contas, quem sai perdendo somos nós: o país que precisa urgentemente reconstruir sua alternativa no cenário global.
Porque, afinal, quem precisa de diplomacia quando se pode ter doses de caipirinha e discursos inflamados? Saúde!
![]() | Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. |
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
Leia também1 Relação Brasil-EUA está no ponto mais sombrio, diz vice-secretário de Trump
2 Lula afirma não que não tem medo de novas sanções dos EUA
3 Itamaraty reage aos EUA após condenação: “Não intimidarão”
4 Rubio promete resposta dos EUA após condenação de Bolsonaro
5 Trump elogia Bolsonaro e fala em “decepção” com a condenação
em seu celular!
Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação.
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.




